Leve feito pluma
avizinhava-se
o pássaro de aço
pouco a pouco
gota a gota
despejava
sentimentos,
movimentos,
olhares e beijos,
quando dei por mim
o pote de minha razão
transbordava desejo
(Massari)
quarta-feira, 20 de dezembro de 2017
terça-feira, 28 de novembro de 2017
Totalidade
O amor não é terreno para agrimensuras
O amor não se fragmenta, é totalidade
Não se divide em campos, departamentos,
Não se divide em territórios, áreas e cidades
Por isso, amo-a quando dorme
Amo-a quando acordada
Amo-a quando ri, amo-a quando chora
Amo-a em sua chegada, e quando vai embora
Amo-a quando romântica
Amo-a quando materialista
Amo-a quando faz longos planos
Amo-a quando destrói expectativas
Amo-a em seu ateísmo,
...E em, sua descrença metafísica
Amo-a quando pragueja contra o mundo,
desesperançosa rende-se e chora, refazendo-se,
na madrugada, para retomar a força na próxima aurora
Amo-a quando cansada, tranca-nos em casa,
deixando todos os problemas do lado de fora,
e intensa e cuidadosamente me namora
Amo-a quando faz falta,
Porque amo sua presença
Aprendi a amar a saudade,
Causada por sua ausência
Amo-a quando me busca, amo-a quando me nega
Amo-a quando foge, amo-a quando se entrega
Amo-a em mau humor, amo-a em carícias
Nossas dores, são o avesso de nossas delícias
Amo seus sonhos e no avesso seus pesadelos
Amo-a na dialética da razão, amo-a por inteiro
Amo-a em sua modéstia, amo-a em sua vaidade
Amo-a em sua magnitude, e em sua simplicidade
Pois amar é matéria inteira, amar é totalidade
(Fábio Francisco)
O amor não é terreno para agrimensuras
O amor não se fragmenta, é totalidade
Não se divide em campos, departamentos,
Não se divide em territórios, áreas e cidades
Por isso, amo-a quando dorme
Amo-a quando acordada
Amo-a quando ri, amo-a quando chora
Amo-a em sua chegada, e quando vai embora
Amo-a quando romântica
Amo-a quando materialista
Amo-a quando faz longos planos
Amo-a quando destrói expectativas
Amo-a em seu ateísmo,
...E em, sua descrença metafísica
Amo-a quando pragueja contra o mundo,
desesperançosa rende-se e chora, refazendo-se,
na madrugada, para retomar a força na próxima aurora
Amo-a quando cansada, tranca-nos em casa,
deixando todos os problemas do lado de fora,
e intensa e cuidadosamente me namora
Amo-a quando faz falta,
Porque amo sua presença
Aprendi a amar a saudade,
Causada por sua ausência
Amo-a quando me busca, amo-a quando me nega
Amo-a quando foge, amo-a quando se entrega
Amo-a em mau humor, amo-a em carícias
Nossas dores, são o avesso de nossas delícias
Amo seus sonhos e no avesso seus pesadelos
Amo-a na dialética da razão, amo-a por inteiro
Amo-a em sua modéstia, amo-a em sua vaidade
Amo-a em sua magnitude, e em sua simplicidade
Pois amar é matéria inteira, amar é totalidade
(Fábio Francisco)
segunda-feira, 13 de novembro de 2017
Por fim:
O fim é apenas
um momento
do movimento
É a fruta que de tão madura ultrapassou o ponto, e hoje jaz caída, quando o solo a envolver, converter-se-á em nova vida
Pra sermos pertinentes conspiradores e resitentes é preciso saber ser germe, fruta e semente
(Massari)
É a fruta que de tão madura ultrapassou o ponto, e hoje jaz caída, quando o solo a envolver, converter-se-á em nova vida
Pra sermos pertinentes conspiradores e resitentes é preciso saber ser germe, fruta e semente
(Massari)
O fim
Temido por todos
terror dos amantes
terror dos ditadores
terror dos religiosos
e mesmo dos militantes
Ele chega
ele é cabal
ele é síntese
expressão de bem e mal
De nada adiantam
vossas preces
torcidas e orações
ele é fatal
Ele é o avesso da vida
ele chega para todos
portadores de azar e sorte
é o anuncio do novo
e o arauto da morte
é o marco,
a cisão,
o corte
(Massari)
terror dos amantes
terror dos ditadores
terror dos religiosos
e mesmo dos militantes
Ele chega
ele é cabal
ele é síntese
expressão de bem e mal
De nada adiantam
vossas preces
torcidas e orações
ele é fatal
Ele é o avesso da vida
ele chega para todos
portadores de azar e sorte
é o anuncio do novo
e o arauto da morte
é o marco,
a cisão,
o corte
(Massari)
quarta-feira, 1 de novembro de 2017
terça-feira, 24 de outubro de 2017
Sobre o amor e propriedade
Tenho-te a meu lado
por não te ter,
comigo ombro a ombro
caminhas, apenas
por não ser minha
entrega-me teu amor
tu me tens a teu lado
por não ser teu
por isso caminhamos
par e passo, lado á lado
apenas por não ser teu
entrego-te o amor que tenho eu
fossemos um do outro
nem tu me amavas
nem eu te amaria
seriamos propriedade um do outro
o amor virava posse
o sexo burocracia
como cães amando aos donos
em sua perpetua prisão
encoleirado e adestrado o amor morria
a ilusão de segurança, o medo da perda
da propriedade, mata (com o tempo)
os melhores sentimentos, que ironia
da humana animalidade resta a sexualidade livre e vadia
em vão tenta o liberal domestica-nos os sentimentos
a tudo põe preço, posse, propriedade... burocracia
amo-te por não ser teu
ama-me por não ser minha
emanados enfrentamos
a burguesa monogamia
(Massari)
(Para Jazz, a mulher que amo, a quem por não pertencer, nutro tamanho sentimento, que fossemos posse não poderia)
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